Poemas

-Música em versos.

Nos versos dessa melodia,
Com grande melancolia,
Eu vou narrar,
Um amor inexistente
Em uma pessoa carente
E o medo de amar.

Seus sonhos desconhecidos
Vislumbram um sentimento desmerecido.
Sua mentira se espalha como um raio,
Mas não serei eu o seu lacaio.

Te imploro,
Ajoelhado no chão,
Me deixas, caro irmão.
Podes fazer tudo,
Mas não conseguirá o meu perdão.

Fui traído duplamente.
Causou um colapso na minha mente,
E senti uma adaga no meio do meu peito.
Fui tratado com grande desrespeito.

Minha mulher esqueceu nossos momentos,
Tão rápido como se levados pelo vento,
Tão rápido quanto se corta um fio de linho
E com meu irmão mesquinho,
Cometeu um pecado repudiável.

Fui vítima de um trauma.
Senti o rasgo da minha alma.
Nunca mais me aventuro em uma paixão,
Porque não mais aguenta meu pobre coração.

(Valéria Coelho.)





- Amor por opção

Nosso falso e eterno amor,
Nos teus braços, sinto o calor
De um beijo interesseiro
Nosso hábil mensageiro.

Voltas a meu caminho,
Mesmo com o fingido carinho.
É um grande mistério.
Acusado de um injusto adultério.

Seu coração,
Composto por um profundo buraco negro,
É dono do meu mais intenso desprezo.
Sinto um ardor no meu peito.
És um romance mal-feito.

(Valéria Coelho)

- Rua Negra

Um abismo negro e profundo
Um gato velho e moribundo.
Aquela grande e larga rua,
Sentada na calçada gélida e nua,
Escassa de qualquer presença,
Para ela não fazia diferença,
Estava desolada, sozinha e sem crença.

Seu coração fora partido,
Caíra do mais alto pico,
E abafara seu primeiro grito.
Precisava de um ombro amigo,
Mas ali não tinha,
E não recorreria a vizinha.

Escondida na névoa fina,
Observando a descascada tinta,
Das casas daquele bairro,
Tão pequenas e percorridas em um passo.

Focou na lua sua embaçada visão,
Por causa das lágrimas que recaíam no chão.
Fora um turbilhão de emoções,
Sem público ou ovações.

As estrelas,
Escondidas na penumbra espessa,
Admiravam na menina a beleza,
Mas também a profunda tristeza.

(Valéria Coelho)

3 comentários:

Dih disse...

Valéria sempre matando a minha saudade de ler.
Com seus contos e confissões. agora poesia.
muito bom vale.

max disse...

espero que essa menina não seja vc =O

Anônimo disse...

perfeitos.

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